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Formas búdicas, aspectos búdicos (tib.: Yidam): uma das três raízes. As infinitas qualidades da mente iluminada expressam a si mesmas em numerosas formas de luz e energia. Ao nos identificarmos com elas na meditação e na vida diária, elas despertam a natureza búdica inerente a cada um. Elas são vistas como inseparáveis do nosso próprio lama. Para podermos meditar nelas, precisamos de uma permissão ou uma iniciação de um lama, que sustenta a transmissão.  


Gampopa (1079 – 1153): aluno principal de Milarepa e mestre do primeiro Karmapa, Düsum Khyenpa. Buda profetizou que Gampopa espalharia o Dharma por todo Tibete. Ele unificou a escola Kadampa, de Atisha, com o caminho do Grande Selo (Mahamudra). A transmissão Kagyü monástica começou com ele. De uma de suas obras filosóficas principais, a “preciosa jóia ornamental da liberação”, ele dizia que lê-la seria o mesmo que encontrá-lo pessoalmente. Este livro explica a visão e o caminho do Grande Caminho e é uma excelente introdução aos ensinamentos fundamentais.  


Grande Perfeição
(tib.: Dzogtschen, Dzogpa Tschenpo / sct.: Maha-Ati): o ensinamento definitivo da Tradição-Nyingma ou “antiga”. Essência e meta correspondem ao Grande Selo (Mahamudra) da Tradição Kagyü. Meios e caminho, porém, são diferentes.  


Grande Caminho
(tib.: Thegtschen / sct.: Mahayana): divide-se em caminho do Sutra e do Tantra. Em ambos aspiramos à iluminação para o bem dos seres. No caminho do Sutra, aprofundamos por um longo tempo compaixão e sabedoria, mediante estudo, questionamento e meditação, o que desemboca na compreensão. O Grande Caminho é utilizado com freqüência tendo o mesmo sentido de Sutra.


Grande Caminho do Meio
(tib.: Uma Tschenpo / sct.: (Maha-) Madhyamaka): a mais alta das quatro escolas filosóficas do budismo, segundo a classificação tibetana.   


Grande Selo
(tib.: Tschagtschen, Tschagya Tschenpo / sct.: Mahamudra): o “Grande Selo” da realização. Buda fez a promessa que este seria o ensinamento definitivo. Ele é principalmente ensinado na escola Kagyü e conduz para uma experiência direta da mente. O Grande Selo abrange base, caminho e meta. Confiando na natureza búdica, treinamos permanecer na inseparabilidade do experimentador, experimentado e experiência, e iremos, como resultado, despertar completamente a mente e selar a sua iluminação.


Guru Rinpoche
(tib., também: Pema Djungne / sct.: Padmasambhava; literal.: “o nascido da lótus”): trouxe o budismo para o Tibete no século oito, em especial as transmissões do Caminho do Diamante. Levou uma vida excitante e mostrou inúmeros milagres. Com seus Termas e o profetizar dos Tertöns, fundou a linhagem Nyingma e é também muito venerado pelos Kagyüs.


Guru-Yoga  (sct./tib.: Lami Naljor): meditação no mestre (lama) como sendo a essência de todos os Budas.  Aqui recebemos, como em uma iniciação, a bênção de corpo, fala e mente, e os três estados da iluminação são despertos. No final nós nos fundimos com o estado iluminado do Lama.


Hinayana
(sct.): ver Pequeno Caminho


Iniciação
(tib.: Wang/ sct.: Abhisheka) também autorização: A introdução, geralmente acompanhada de cerimônias, de um praticante em um campo de energia de uma forma búdica, através da qual o aluno recebe a autorização para meditar nesta forma (veja também três estados da iluminação). Tais permissões-autorizações estão ligadas com promessas. Iniciações podem também ser transmitidas como bênção. Aqui recebemos uma conexão com o lama, e obstáculos no caminho para a iluminação são purificados. Além da autorização, também são necessárias para a prática do Caminho do Diamante a transmissão pela leitura (tib.: Lung) e as explicações orais (tib.: Thri). O caminho direto do Gomlung é explicado em meditação.
 

Iluminação / iluminado
: ver Buda.

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