Atividades búdicas: também quatro campos de açao. Elas descrevem o comportamento compassivo, espontâneo e sem esforço, a capacidade de, no momento certo, no lugar certo, fazer o que é certo. Existem ao todo quatro atividades búdicas: a pacificadora, enriquecedora, fascinadora e a fortemente protetora atividade de um Buda. A base para esses campos de açao é a capacidade de permanecer no que é.
Bardo (tib., literalmente: entre, intervalo): em geral qualquer estado intermediário ou transiçao. Nos ensinamentos do Caminho do Diamante, se fala normalmente de seis Bardos. No Ocidente a maioria das pessoas entende por isso o tempo entre a morte e o próximo renascimento.
Bodhgaya: Aquele lugar no norte da Índia onde o Buda histórico Shakyamuni alcançou há ca. 2.525 anos a completa iluminaçao. Todos os 1.000 Budas históricos desta era mostram aqui a sua completa iluminaçao.
Bodhisattva (sct./tib.: Djangtschub Sempa): alguém que almeja a iluminaçao para o bem de todos os seres. Esta atitude corresponde ao ideal do budismo Mahayana, ao qual também pertence o Caminho do Diamante. Um Bodhisattva é por um lado alguém que entendeu a vacuidade e desenvolveu compaixao, e por outro lado este conceito é usado para todos que fizeram a promessa de Bodhisattva.
Buda (tib.: Sangye): o nome define o estado iluminado da mente. Buda significa “o desperto”. Sang significa “completamente purificado” de todos os véus que obscurecem a clareza da mente. Gye significa “completo desabrochar” de todas as qualidades da mente. A estas pertencem intrepidez, alegria infinita, ilimitada compaixao, sabedoria e força ativa para o bem dos seres. O Buda do nosso tempo é o Buda histórico Shakyamuni, o quarto do total de 1.000 Budas históricos desta era. Cada Buda histórico introduz um novo período do Dharma.
Buda da luz ilimitada (tib.: Öpame/sct.: Amithaba): Buda da sabedoria discernente, vermelho rubi, sentado. As maos descansam no colo e seguram um pote com o néctar da mais alta realizaçao. Seu campo de consciencia é a terra pura da mais alta alegria (Dewatschen) que, por causa de sua promessa para os seres, pode ser alcançado com fortes desejos.
Budaidade: ver iluminaçao.
Caminho do diamante (tib.: Dorje Thegpa/ sct.: Vajrayana): parte do Grande Caminho (Mahayana). No fundamento da mente iluminada se converte a meta, a completa iluminaçao no caminho, mediante meios profundos e rápidos. Ele só pode ser praticado com a atitude de considerar tudo como sendo fundamentalmente puro (veja também visao pura). Sinônimos sao Tantrayana e Mantrayana assim como Tantra budista.
Carma (sct./tib.: Lä; literal.: “açao”): a lei de causa e efeito pela qual experimentamos o mundo de acordo com as impressoes armazenadas na mente, criadas por nós com as açoes de corpo, fala e mente. Isso significa que com as açoes aqui e agora nós decidimos o nosso próprio futuro.
Campo de força: ver Mandala
Cerimônia da coroa Preta: Na época do 5° Karmapa, o imperador chines mandou produzir uma cópia do campo de força da Coroa Preta. Essa é mostrada pelos Karmapas durante as cerimônias enquanto Karmapa permanece ao mesmo tempo em profunda meditaçao. O 16° Karmapa é considerado como emanaçao do Buda “oceano onipotente”. A Coroa Preta é parte dos tesouros da linhagem Kagyü.
Cinco sabedorias: ver sabedorias.
Clareza (tib.: Sälwa): vacuidade, clareza e ilimitaçao sao as qualidades inseparáveis da mente; clareza corresponde ao estado da alegria da iluminaçao e é a capacidade inerente a mente de experienciar.
Coroa Preta: marca especial dos Karmapas. No momento de sua iluminaçao Karmapa ganhou a coroa tramada com os cabelos da sabedoria das Dakinis, que com elacoroaram Karmapa como “senhor da atividade búdica”. Este campo de força sempre se encontra sobre a sua cabeça e é visível somente para seres em elevados níveis espirituais. Nas cerimônias da coroa preta é utilizada uma réplica, um meio no qual com a simples contemplaçao podemos alcançar a liberaçao. Através da contemplaçao da coroa preta ou a meditaçao nela, forma-se uma abertura que torna possível purificar os mais profundos níveis da mente e realizar sua natureza.
Dakini (sct./tib.: Khandroma): Buda feminino. As Dakinis aparecem muitas vezes como mensageiras ou protetoras do ensinamento.
Dharma (sct./tib.: Tchö): o ensinamento budista. Parte do refúgio budista. É estruturado de modos diferentes na tradiçao tibetana com freqüencia em Hinayana, Mahayana e Vajrayana, os tres níveis de ensinamentos que Buda transmitiu a alunos de diferentes atitudes.
Dorje (tib.: literal.: “senhor das pedras”, diamante/sct.: Vajra): símbolo da indestrutibilidade e firmeza inabalável, que caracterizam o mais alto estado da mente, a iluminaçao. Esse objeto ritualístico assim descrito simboliza os meios do Caminho do Diamante, como também compaixao e alegria (ver também sino).
Estado da alegria (tib.: Longku / sct.: Sambhogakaya): um dos Tres estados da iluminaçao. Expressao iluminada da clareza da mente, seu jogo livre e experiencia da mais alta alegria. Seu estado é experimentado quando a mente reconhece a sua riqueza de possibilidades, a partir do nível da intrepidez. Ele se mostra a partir do estado da verdade como múltiplas formas búdicas. Bodhisattvas avançados podem encontrar com eles e receber ensinamentos (ver também Tulku).
Estado da essencia (tib.: Ngowo Nyi Ku / sct.: Svabhavikakaya): inseparável unidade dos tres estados búdicos, do estado da verdade, alegria e irradiaçao. Estados da forma – estado da alegria e estado da irradiaçao. Eles brotam do estado da verdade e trazem benefício para os outros.
Estado de irradiaçao (tib.: tulku/sct.: Nirmanakaya): ver Tulku.
Estado da verdade (tib.: Tschöku/sct.: Dharmakaya; literal.: “corpo dos fenômenos”): um dos tres estados da iluminaçao. O estado da verdade é a iluminaçao atemporal em si, a natureza vazia da mente. Ele forma a base para o estado da alegria e o estado da irradiaçao. Ele é a natureza definitiva de um Buda, além de todas as formas, características e limitaçoes. O reconhecimento do estado da verdade é útil para nós mesmos e confere absoluta intrepidez, enquanto os dois estados formais ajudam aos outros.
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