Quatro Pensamentos Básicos, também chamadas quatro preparaçoes gerais : quatro pensamentos que desenvolvem uma profunda compreensao pelos fatos fundamentais da nossa vida e direcionam nossa mente para o Dharma:
- A raridade e preciosidade de nossa existencia atual: que nós podemos usar ela para alcançar liberaçao e iluminaçao
- A impermanencia: que deveríamos utilizar essa oportunidade agora
- Carma, causa e efeito: que nós criamos nossa própria vida
- O fato que a iluminaçao é a única verdadeira e duradoura alegria
(ver também Práticas Preliminares)
Quatro escolas principais ou linhagens do budismo tibetano: Kagyü (tib., literal.: “transmissao oral”), Nyingma (tib., literal.: “estilo antigo”), Sakya (uma regiao no Tibete), Gelug (tib., literal.: “virtuoso”).
Realizador (sct.: Yogi, Yogini / tib.: Naljorpa [masculino], Naljorma [ feminino]): praticantes budistas que independente de seguranças externas ou regras sociais, se orientam antes de tudo para o reconhecimento da natureza da mente. Na Ásia os budistas eram monges, leigos ou realizadores. Hoje no ocidente se misturam os modos de vida dos leigos e dos realizadores.
Refúgio (tib.: Khyab Dro): é o encontro com a própria natureza búdica. Nos direcionamos para valores realmente confiáveis. Tomamos refúgio no Buda como meta, no Dharma – o ensinamento – como o caminho, e na Sangha realizada – os Bodhisatvas – como nossos amigos e ajudantes no caminho. Estas sao as assim chamadas Tres Jóias. No Caminho do Diamante tomamos refúgio adicionalmente nas tres raízes. A tomada de refúgio com um Lama é o começo ritualístico do caminho. Ele faz uma conexao entre a natureza búdica do aluno e a sabedoria atemporal de um Buda. Como um bom sinal, nós recebemos um nome budista e é cortado um pouco de cabelo, simbolizando o ato de Buda que depois que abandonou a sua terra natal e decidiu dedicar todo seu tempo e energia para a busca pela iluminaçao, cortara seu cabelo.
Retiro (também ingles: retreat): meditar por dias, semanas ou anos em um lugar calmo e afastado, sem ser distraído pelos envolvimentos da vida. Mais efetivo com uma meta clara e uma rotina diária pré-estabelecida, em combinaçao com o mestre e sob os cuidados de um local budista. Existem retiros abertos e fechados, retiros individuais, em pares ou grupos. Retiros criam mais distancia do cotidiano e aprofundamento das experiencias meditativas.
Rinpoche: (tib., literal.: Precioso): título honorário, que é concedido com freqüencia a mestres budistas.
Sabedorias, cinco: as cinco sabedorias búdicas sao a verdadeira natureza doas emoçoes perturbadoras. Através da inversao da experiencia corriqueira a ira é reconhecida como estado semelhante ao espelho, orgulho se torna sabedoria equalizadora, apego se torna capacidade de diferenciar, ciúme se transforma na força de alinhar experiencias e confusao se torna a compreensao que tudo penetra.
Samadhi (tib./sct.: Ting-nge dzin): aprofundamento meditativo.
Samsara (sct./tib.: Khorwa): ciclo da existencia. Renascimento involuntário em estados condicionados.
Sangha (sct./tib.: Gendün): a comunidade dos amigos do caminho, em especial dos Bodhisatvas liberados, como parte do refúgio budista. No sentido mais amplo também os amigos no caminho para a iluminaçao com mente iluminada consolidada. É também muito utilizado para descrever um grupo budista.
Seis açoes liberadoras (tib.: Phar-phin drug / sct.: Paramita): açoes liberadoras de um Bodhisatva. Geralmente se nomeia as seis seguintes: generosidade, comportamento sensato, paciencia, diligencia, meditaçao e sabedoria liberadora.
Seis ensinamentos de Naropa: meios altamente eficientes da linhagem Kagyü, somente utilizados em retiros. A sua meta é reconhecer a natureza da mente através do seu aspecto energético. As seguintes meditaçoes estao incluídas: calor interno (Tumo), clara luz (Ösel), yoga do sonho (Milam), corpo ilusório (Gyülü), estado intermediário (Bardo), morrer consciente (Phowa).
Shine (tib./sct.: Shamatha): calma mental, permanecer em quietude. Meditaçaoem um objeto real, imaginário ou abstrato. Treina-se repousar a mente focalizada e sem distraçoes. Shine é no Sutra e no Tantra, a base para o reconhecimento da verdadeira natureza da mente.
Sino: objeto ritualístico que freqüentemente é utilizado junto com o Dorje e que simboliza a sabedoria, ou melhor, o espaço. Juntos eles significam que espaço e alegria, sabedoria e compaixao sao inseparáveis.
Sombrinha Branca (tib.: Dukar): protetora, aspecto búdico feminino protetor, em estado de alegria, branco, em pé, com mil cabeças nas cinco cores da sabedoria que tudo veem. Seus dentes sao os protetores masculinos e femininos, seus olhos veem tudo, seu quinhentos pés e maos da direita abençoam todos os seres, e os da esquerda os protegem e afastam tudo que é prejudicial. Importante também como protetora em viagens.
Stupa (sct./tib.: Tschörten): uma forma, frequentemente como construçao que simboliza a iluminaçao completa, geralmente preenchida com relíquias e mantras etc. Ela representa a transformaçao de todos sentimentos e elementos nas cinco sabedorias iluminadas e cinco famílias búdicas. Ela simboliza a mente de um Buda. É utilizada pelos budistas como lugar para desejos transpessoais para o bem de todos os seres enquanto é circundada no sentido horário.
Sutra (sct./tib.: Do): muitas vezes definido como Caminho Causas-Características. Realizamos por longo tempo as “causas” para a iluminaçao para entao reconhecer a “característica” de todas as coisas, a sua vacuidade (ver também Grande Caminho).
Tantra (sct., aqui: Tantra budista) : parte do Grande Caminho onde a identificaçao com a iluminaçao e a sustentaçao da visao pura sao os meios mais importantes. Tantrayana (caminho tantrico) tem o mesmo significado de Vajrayana (sct.: Caminho do Diamante) e Mantrayana (caminho do mantra). A meta, budeidade, é convertida no caminho. Um rápido caminho para a iluminaçao, mas que pressupoe confiança na própria mente e uma atitude compassiva (ver mente iluminada).
Tengyur (tib.): coleçao dos comentários dos mestres indianos dos ensinamentos de Buda (Kangyur), dependendo da ediçao entre 225 e 256 volumes.
Terma (tib.; literal.: “tesouro escondido”): ensinamentos escondidos por Guru Rinpoche e sua parceira tibetana Yeshe Tsogyal, que assim foram conservados e redescobertos por póstumos descobridores de tesouros (tib.: Tertön). Eles compoe uma grande parte da Transmissao Nyingma.
Tertön (tib.; literal.: “descobridor de tesouros”): ver Terma, ver Linhagem Nyingma.
Terra Pura: o campo de força de um Buda. A terra pura mais conhecida é a Terra Pura da Grande Alegria do Buda da Luz Ilimitada (ver também Phowa)
Terra Pura da Grande Alegria (tib.: Dewatschen / sct.: Sukhavati): terra pura do Buda da Luz Ilimitada. É especialmente fácil de ser alcançado pelos desejos feitos pelo Buda da Luz Ilimitada e pelo Phowa.
Tilopa: (988 – 1069): grande mestre de meditaçao indiano e Mahasidha que incorporou a completa transmissao do Caminho do Diamante. Ele a transmitiu para seu aluno principal Naropa, e se converteu assim no precursor da linhagem Kagyü.
Thri (tib.): explicaçao oral de um Lama para a meditaçao ou em muitos casos também de um aluno experiente (ver também iniciaçao).
Tres jóias: Buda, Dharma e Sangha. Todos os budistas tomam refúgio nelas.
Tres raízes: Lama, Yidam e protetor. Sao, além das tres jóias, refúgio no Caminho do Diamante e possibilitam um rápido caminho para a iluminaçao. Elas sao a fonte para bençao, realizaçao e proteçao.
Tres estados da iluminaçao (sct.: tres Kayas): estado da verdade (sct.: Dharmakaya) está relacionado com a intrepidez. Estado da alegria (sct.: Sambhogakaya) está relacionado com a experiencia de alegria nao condicionada. Estado da irradiaçao (sct.: Nirmanakaya) está relacionado com a experiencia da compaixao nao condicionada. Esses tres estados da iluminaçao sao despertos nas iniciaçoes em corpo, fala e mente no Guru-yoga e também nas iniciaçoes cerimoniais.
Tulku (tib./sct.: Nirmanakaya): um dos tres estados da iluminaçao. Também estado da irradiaçao. Expressa a capacidade da mente de se mostrar desimpedida, a partir do espaço. Originalmente Nirmanakaya se refere a um Buda histórico. Ele é um “Tulku perfeito”. Existem Tulkus que se lembram das vidas passadas e aqueles que nao se lembram. Um Tulku é uma pessoa que se permite renascer para o bem dos seres. Ele se mostra para possibilitar aos seres o acesso as suas naturezas búdicas. Tulku tamb´´em significa “corpo ilusório”: nao somos o corpo mas o temos e podemos utilizar ele como uma ferramenta para o bem de todos seres.
Vacuidade (tib.: Tongpanyi / sct.: Shunyata): vazio de existencia independente; nada se forma por si mesmo, mas por causa de condiçoes. Vacuidade é a natureza definitiva de todos fenômenos externos e internos e nao é definível por conceitos.
Vajrayana (sct.): ver Caminho do Diamante
Vínculo, Conexao (tib.: Damtsig/sct.: Samaya): a base para o rápido crescimento espiritual no budismo do Caminho do Diamante. Através da ininterrupta conexao com o Lama, com as formas búdicas e aqueles com quem juntos recebemos iniciaçoes e ensinamentos, o praticante desenvolve rapidamente as suas capacidades inerentes.
Visao Pura: visao no Caminho do Diamante. Treina-se ver o mundo e os seres como sendo o jogo auto liberador do espaço
Wang (tib.): ver iniciaçao
Yidam (tib.): ver forma búdica. Uma das tres raízes. Fonte de qualidades iluminadas. |