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Pensamentos básicos: ver Quatro pensamentos básicos

Pequeno Caminho (tib.: Thegtschung / sct.: Hinayana): na classificação tibetana o caminho dos “ouvintes” (sct.: Shravakas) e os “Budas que não ensinam  (sct.: Pratyekabuddhas). Aqui o foco está na própria liberação.

Práticas preliminares: (tib.: Tschagtschen Ngöndro; literal.: a preparação para o Grande Selo): elas consistem das quatro preparações comuns (ou também quatro pensamentos básicos) e das quatro práticas preparatórias especiais. Com as preparações especiais, as práticas preliminares, criamos incontáveis boas impressões no subconsciente. Elas formam o fundamento para o Grande Selo. Em cada uma dessas práticas existem 111.111 repetições:

  • tomada do refúgio e o despertar da mente iluminada nas prostrações
  • purificação das impressões que trazem sofrimento através da meditação em Mente de Diamante
  • o presentear de mandalas nas doações de mandala
  • Guru-Yoga, a meditação no Lama

Phowa (tib): a meditação do morrer consciente. Aprende-se a mandar a consciência para fora do corpo para dentro do coração do Buda da Luz Ilimitada e se prepara assim para a morte. O efeito de uma prática bem sucedida é ter menos medo, e na hora da morte ir para a terra pura da grande alegria.  De lá podemos continuar a nós desenvolver até a iluminação.


Promessa de Bodhisattva: a promessa de realizar a iluminação para o bem de todos os seres e trabalhar com força e persistência até que todos os seres estejam liberados ou sejam iluminados. É feita na presença de um Bodhisattva e repetida na meditação diária para fortalecer a motivação. 


Protetores (tib.: Tschökyong): uma das três raízes. Sua função é remover obstáculos no caminho para a iluminação. Sua força faz com que cada experiência se torne uma parte do caminho. Os protetores, fonte das atividades búdicas, são assim como os Yidams, expressão do estado da alegria da iluminação e em sua essência inseparáveis do Lama. Na linhagem Kagyü, Manto Negro e Deusa Radiante são os protetores mais importantes.

Quatro Pensamentos Básicos, também  chamadas quatro preparações gerais : quatro pensamentos que desenvolvem uma profunda compreensão pelos fatos fundamentais da nossa vida e direcionam nossa mente para o Dharma:

  • A raridade e preciosidade de nossa existência atual: que nós podemos usar ela para alcançar liberação e iluminação
  • A impermanência: que deveríamos utilizar essa oportunidade agora
  • Carma, causa e efeito: que nós criamos nossa própria vida
  • O fato que a iluminação é a única verdadeira e duradoura alegria

 

(ver também Práticas Preliminares)

Quatro escolas principais ou linhagens do budismo tibetano: Kagyü (tib., literal.: “transmissão oral”), Nyingma (tib., literal.: “estilo antigo”), Sakya (uma região no Tibete), Gelug (tib., literal.: “virtuoso”).

Realizador (sct.: Yogi, Yogini / tib.: Naljorpa  [masculino], Naljorma  [ feminino]): praticantes budistas que independente de seguranças externas ou regras sociais, se orientam antes de tudo para o reconhecimento da natureza da mente. Na Ásia os budistas eram monges, leigos ou realizadores. Hoje no ocidente se misturam os modos de vida dos leigos e dos realizadores.


Refúgio
(tib.: Khyab Dro): é o encontro com a própria natureza búdica. Nos direcionamos para valores realmente confiáveis. Tomamos refúgio no Buda como meta, no Dharma – o ensinamento – como o caminho, e na Sangha realizada – os Bodhisatvas – como nossos amigos e ajudantes no caminho. Estas são as assim chamadas Três Jóias. No Caminho do Diamante tomamos refúgio adicionalmente nas três raízes. A tomada de refúgio com um Lama é o começo ritualístico do caminho. Ele faz uma conexão entre a natureza búdica do aluno e a sabedoria atemporal de um Buda. Como um bom sinal, nós recebemos um nome budista e é cortado um pouco de cabelo, simbolizando o ato de Buda que depois que abandonou a sua terra natal e decidiu dedicar todo seu tempo e energia para a busca pela iluminação, cortara seu cabelo.


Retiro
(também inglês: retreat): meditar por dias, semanas ou anos em um lugar calmo e afastado, sem ser distraído pelos envolvimentos da vida. Mais efetivo com uma meta clara e uma rotina diária pré-estabelecida, em combinação com o mestre e sob os cuidados de um local budista. Existem retiros abertos e fechados, retiros individuais, em pares ou grupos. Retiros criam mais distancia do cotidiano e aprofundamento das experiências meditativas.     


Rinpoche
: (tib., literal.: Precioso): título honorário, que é concedido com freqüência a mestres budistas.


Sabedorias, cinco:
as cinco sabedorias búdicas são a verdadeira natureza doas emoções perturbadoras. Através da inversão da experiência corriqueira a ira é reconhecida como estado semelhante ao espelho, orgulho se torna sabedoria equalizadora, apego se torna capacidade de diferenciar, ciúme se transforma na força de alinhar experiências e confusão se torna a compreensão que tudo penetra.


Samadhi
(tib./sct.: Ting-nge dzin): aprofundamento meditativo.


Samsara
(sct./tib.: Khorwa): ciclo da existência. Renascimento involuntário em estados condicionados.


Sangha
(sct./tib.: Gendün): a comunidade dos amigos do caminho, em especial dos Bodhisatvas liberados, como parte do refúgio budista. No sentido mais amplo também os amigos no caminho para a iluminação com mente iluminada consolidada. É também muito utilizado para descrever um grupo budista.


Seis ações liberadoras (tib.: Phar-phin drug / sct.: Paramita): ações liberadoras de um Bodhisatva. Geralmente se nomeia as seis seguintes: generosidade, comportamento sensato, paciência, diligência, meditação e sabedoria liberadora.


Seis ensinamentos de Naropa: meios altamente eficientes da linhagem Kagyü, somente utilizados em retiros.  A sua meta é reconhecer a natureza da mente através do seu aspecto energético. As seguintes meditações estão incluídas: calor interno (Tumo), clara luz (Ösel), yoga do sonho (Milam), corpo ilusório (Gyülü), estado intermediário (Bardo), morrer consciente (Phowa).


Shine (tib./sct.: Shamatha): calma mental, permanecer em quietude. Meditaçãoem um objeto real, imaginário ou abstrato. Treina-se repousar a mente focalizada e sem distrações.  Shine é no Sutra e no Tantra, a base para o reconhecimento da verdadeira natureza da mente.


Sino: objeto ritualístico que freqüentemente é utilizado junto com o Dorje e que simboliza a sabedoria, ou melhor, o espaço. Juntos eles significam que espaço e alegria, sabedoria e compaixão são inseparáveis. 


Sombrinha Branca
(tib.: Dukar): protetora, aspecto búdico feminino protetor, em estado de alegria, branco, em pé, com mil cabeças nas cinco cores da sabedoria que tudo vêem. Seus dentes são os protetores masculinos e femininos, seus olhos vêem tudo, seu quinhentos pés e mãos da direita abençoam todos os seres, e os da esquerda os protegem e afastam tudo que é prejudicial. Importante também como protetora em viagens.


Stupa
(sct./tib.: Tschörten): uma forma, frequentemente como construção que simboliza a iluminação completa, geralmente preenchida com relíquias e mantras etc. Ela representa a transformação de todos sentimentos e elementos  nas cinco sabedorias iluminadas e cinco famílias búdicas. Ela simboliza a mente de um Buda. É utilizada pelos budistas como lugar para desejos transpessoais para o bem de todos os seres enquanto é circundada no sentido horário.


Sutra (sct./tib.: Do): muitas vezes definido como Caminho Causas-Características. Realizamos por longo tempo as “causas” para a iluminação para então reconhecer a “característica” de todas as coisas, a sua vacuidade (ver também Grande Caminho).


Tantra (sct., aqui: Tantra budista) : parte do Grande Caminho onde a identificação com a iluminação e a sustentação da visão pura são os meios mais importantes. Tantrayana (caminho tantrico) tem o mesmo significado de Vajrayana (sct.: Caminho do Diamante) e Mantrayana (caminho do mantra). A meta, budeidade, é convertida no caminho. Um rápido caminho para a iluminação, mas que pressupõe confiança na própria mente e uma atitude compassiva (ver mente iluminada).


Tengyur (tib.): coleção dos comentários dos mestres indianos dos ensinamentos de Buda (Kangyur), dependendo da edição entre 225 e 256 volumes.


Terma (tib.; literal.: “tesouro escondido”): ensinamentos  escondidos por Guru Rinpoche e sua parceira tibetana Yeshe Tsogyal, que assim foram conservados e redescobertos por póstumos   descobridores de tesouros (tib.: Tertön). Eles compõe uma grande parte da Transmissão Nyingma.


Tertön (tib.; literal.: “descobridor de tesouros”): ver Terma, ver Linhagem Nyingma.


Terra Pura: o campo de força de um Buda. A terra pura mais conhecida é a Terra Pura da Grande Alegria do Buda da Luz Ilimitada (ver também Phowa)


Terra Pura da Grande Alegria (tib.: Dewatschen / sct.: Sukhavati): terra pura do Buda da Luz Ilimitada. É especialmente fácil de ser alcançado pelos desejos feitos pelo Buda da Luz Ilimitada e pelo Phowa.


Tilopa: (988 – 1069): grande mestre de meditação indiano e Mahasidha que incorporou a completa transmissão do Caminho do Diamante. Ele a transmitiu para seu aluno principal Naropa, e se converteu assim no precursor da linhagem Kagyü.


Thri (tib.): explicação oral de um Lama para a meditação ou em muitos casos também de um aluno experiente (ver também iniciação).


Três jóias: Buda, Dharma e Sangha. Todos os budistas tomam refúgio nelas. 


Três raízes
: Lama, Yidam e protetor. São, além das três jóias, refúgio no Caminho do Diamante e possibilitam um rápido caminho para a iluminação. Elas são a fonte para bênção, realização e proteção.  


Três estados da iluminação
(sct.: três Kayas): estado da verdade (sct.: Dharmakaya) está relacionado com a intrepidez. Estado da alegria (sct.: Sambhogakaya) está relacionado com a experiência de alegria não condicionada. Estado da irradiação (sct.: Nirmanakaya) está relacionado com a experiência da compaixão não condicionada. Esses três estados da iluminação são despertos nas iniciações em corpo, fala e mente no Guru-yoga e também nas iniciações cerimoniais.


Tulku (tib./sct.: Nirmanakaya): um dos três estados da iluminação. Também estado da irradiação. Expressa a capacidade da mente de se mostrar desimpedida, a partir do espaço. Originalmente Nirmanakaya  se refere a um Buda histórico. Ele é um “Tulku perfeito”. Existem Tulkus que se lembram das vidas passadas e aqueles que não se lembram. Um Tulku é uma pessoa que se permite renascer para o bem dos seres. Ele se mostra para possibilitar aos seres o acesso às suas naturezas búdicas. Tulku tamb´´em significa “corpo ilusório”: não somos o corpo mas o temos e podemos utilizar ele como uma ferramenta para o bem de todos seres.


Vacuidade (tib.: Tongpanyi / sct.: Shunyata): vazio de existência independente;  nada se forma por si mesmo, mas por causa de condições. Vacuidade é a natureza definitiva de todos fenômenos externos e internos e não é definível por conceitos.


Vajrayana (sct.): ver Caminho do Diamante


Vínculo, Conexão (tib.: Damtsig/sct.: Samaya): a base para o rápido crescimento espiritual no  budismo do Caminho do Diamante. Através da ininterrupta conexão com o Lama, com as formas búdicas e aqueles com quem juntos recebemos iniciações e ensinamentos, o praticante desenvolve rapidamente as suas capacidades inerentes.


Visão Pura
: visão no Caminho do Diamante. Treina-se ver o mundo e os seres como sendo o jogo auto liberador do espaço


Wang
(tib.): ver iniciação


Yidam
(tib.): ver forma búdica. Uma das três raízes. Fonte de qualidades iluminadas.
 

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